O São Paulo se pronunciou sobre a operação da Polícia Civil, desta quarta-feira (21), que investiga um suposto esquema de venda ilegal de camarotes no estádio do Morumbis, do São Paulo Futebol Clube.
“O São Paulo Futebol Clube é vítima neste caso e vai contribuir com as autoridades na investigação”, disse o clube por meio de nota à CNN Brasil. Esta, inclusive, tem sido a linha adotada pelo time ao longo das acusações e da investigação em curso.
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O caso não tem ligação com o presidente afastado do time, Julio Casares, mas sim com Mara Casares, ex-esposa do cartola, Douglas Schwartzmann, diretor adjunto de futebol de base do São Paulo e Rita Adriana, que seria a responsável por explorar comercialmente um camarote durante o show da cantora Shakira, em fevereiro de 2025, que está sob investigação de irregularidades.
Entenda a operação
A Polícia Civil de São Paulo faz uma operação, nesta quarta-feira (21), contra um esquema de venda ilegal de camarotes no estádio do Morumbis, do São Paulo Futebol Clube.
São cumpridos quatro mandados de busca e apreensão. Entre os alvos estão Mara Casares, ex-esposa do ex-presidente Julio Casares, e Douglas Schwartzmann, diretor adjunto de futebol de base do São Paulo.
Rita Adriana, que seria a responsável por explorar comercialmente um camarote durante o show da cantora Shakira, em fevereiro de 2025, segundo a investigação policial, também está entre os alvos da operação desta quarta.
Agentes da Polícia Civil realizam as buscas neste momento em endereços ligados aos investigados. O caso é investigado pela 3ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra a Administração (DPPC).
Em 15 de dezembro de 2025, áudios revelados pelo “ge.com”, entre Schwartzmann e Rita, revelou o suposto esquema de comercialização irregular de camarotes no estádio do São Paulo. Na época, as defesas afirmaram que o material foi divulgado fora de contexto e alegaram julgamento antecipado.
O caso resultou no afastamento de Mara Casares do cargo de diretora de eventos, em outubro, e também embasou o processo de impeachment de Julio Casares do cargo de presidente do clube paulista, na última sexta-feira (16).
A CNN Brasil tenta contato com a defesa de todos os investigados para um posicionamento sobre a operação desta quarta. O espaço está aberto.
Escândalo do camarote
De acordo com o conteúdo dos áudios obtidos pelo “ge.com”, o camarote 3A, identificado em documentos internos como “sala presidência”, teria sido repassado a uma intermediária, Rita de Cassia Adriana Prado, responsável por explorar comercialmente o espaço durante o show da cantora Shakira, em fevereiro.
Os ingressos chegaram a ser vendidos por até R$ 2,1 mil, com faturamento estimado em R$ 132 mil apenas nessa apresentação no estádio do São Paulo.
A situação ganhou contornos judiciais depois que Adriana ingressou com uma ação na 3ª Vara Cível de São Paulo contra Carolina Lima Cassemiro, da Cassemiro Eventos Ltda.
Adriana alega que Carolina reteve, sem autorização, um envelope com 60 ingressos do camarote no dia do show, após o pagamento parcial do valor combinado. O caso também foi registrado em boletim de ocorrência.
No áudio, Schwartzmann demonstra preocupação com as consequências do processo judicial e afirma que o esquema poderia ser revelado à Justiça.
Em diversos trechos, ele pressiona Adriana a retirar a ação, alertando para possíveis danos à imagem de Mara Casares, de Julio Casares e do superintendente Marcio Carlomagno, citado como responsável por autorizar a cessão do camarote.
O dirigente também admite, em determinado momento, que “ganhou” com o repasse de camarotes.
Mara Casares, por sua vez, aparece na gravação pedindo que Adriana encerre o processo para evitar prejuízos à sua trajetória no São Paulo Futebol Clube. A diretora afirma ter planos futuros no São Paulo e diz que seria a principal prejudicada caso o caso avançasse judicialmente.
No processo, Adriana diz que Carolina pegou de suas mãos um envelope com os 60 ingressos do camarote 3A do Morumbis, no dia 13 de fevereiro, sem autorização. Ela afirma que os ingressos foram comprados pela empresa de Carolina por R$ 132 mil, mas apenas R$ 100 mil foram pagos.
Adriana registrou um Boletim de Ocorrência na 34ª Delegacia de Polícia, em São Paulo. Por isso, ela foi pressionada pelos demais envolvidos. Os registros de um telefone foram gravados e acessados pelo “ge.com”.
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