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Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2026

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Relatório da ONU condena práticas de “apartheid” de Israel na Cisjordânia

Nações Unidas afirma que políticas israelenses na Cisjordânia impõem discriminação sistêmica aos palestinos

Gazeta Rondoniense
Por Gazeta Rondoniense
Relatório da ONU condena práticas de “apartheid” de Israel na Cisjordânia
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Um relatório da ONU divulgado na quarta-feira (7) condenou Israel por violar o direito internacional ao implementar políticas semelhantes ao “apartheid” na Cisjordânia, onde colonos israelenses e palestinos são submetidos a sistemas legais distintos que resultam em discriminação generalizada.

O relatório, divulgado pelo Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, detalhou o impacto asfixiante das leis, políticas e práticas de Israel em todos os aspectos da vida cotidiana dos palestinos na Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental.

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Em uma declaração gravada em Genebra, Suíça, o Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, caracterizou as conclusões do relatório como profundamente alarmantes.

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“A discriminação sistêmica contra palestinos no Território Palestino Ocupado é uma preocupação antiga, que dura décadas, e a situação se deteriorou drasticamente desde pelo menos dezembro de 2022”, disse Turk.

“As autoridades israelenses tratam colonos israelenses e palestinos residentes na Cisjordânia sob dois corpos legais e políticas distintos, resultando em tratamento desigual em uma série de questões críticas. Há uma asfixia sistemática dos direitos dos palestinos na Cisjordânia”, completou.

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“Seja acessando água, escola, correndo para o hospital, visitando familiares ou amigos, colhendo azeitonas — todos os aspectos da vida dos palestinos na Cisjordânia são controlados e restringidos pelas leis, políticas e práticas discriminatórias de Israel. Israel está violando o direito internacional que exige que os Estados proíbam e erradicem a segregação racial e o apartheid”, afirmou.

Ele observou que todas as tendências negativas documentadas no relatório não apenas continuaram, mas aceleraram, acrescentando que a cada dia isso é permitido continuar, com as consequências piorando para os palestinos.

“As autoridades israelenses devem revogar todas as leis, políticas e práticas que perpetuem a discriminação contra palestinos com base em raça, religião ou origem étnica. Apelo às autoridades israelenses que ponham fim à sua presença ilegal no Território Palestino Ocupado, inclusive desmantelando todos os assentamentos e evacuando todos os colonos”, disse o chefe de direitos humanos da ONU.

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FONTE/CRÉDITOS: joaoscavacin
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