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Domingo, 08 de Marco de 2026

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Premier League registra quatro acusações de racismo na mesma rodada

Jogadores de Chelsea, Burnley, Wolverhampton e Sunderland são alvos de xingamentos após jogos no fim de semana

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Por Gazeta Rondoniense
Premier League registra quatro acusações de racismo na mesma rodada
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Na mesma semana em que Vini Jr. acusou um jogador do Benfica de injúria racial em jogo da Champions League, a Premier League, principal campeonato nacional do futebol europeu, registrou quatro casos em único fim de semana.

Após o empate entre Chelsea e Burnley, no sábado (21), Wesley Fofana [imagem acima], dos Blues, e Hannibal Mejbri, dos Clarets, foram alvos de mensagens racistas nas redes sociais.

Já neste domingo (22), as vítimas foram Toluwalase Arokodare, do Wolverhampton, e Romaine Mundle, do Sunderland — em jogos diferentes.

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Hannibal Mejbri e Fofana

Tudo se iniciou com a expulsão de Fofana, por dois cartões amarelos, durante a partida. Hannibal foi protagonista do lance que resultou no primeiro cartão amarelo, o que fez torcedores do Chelsea ofenderem o atleta na internet.

O tunisiano divulgou imagens das mensagens, junto de um pedido: “Estamos em 2026 e ainda existem pessoas assim. Eduquem a si mesmos e a seus filhos, por favor”.

Fofana foi expulso aos 27 minutos do segundo tempo, enquanto os Blues venciam o jogo em casa. Porém, o Chelsea sofreu o empate nos acréscimos e o francês saiu como um dos culpados do tropeço.

Nas redes sociais, o zagueiro também compartilhou algumas das mensagens que recebeu e disparou: “2026, e continua a mesma coisa, nenhuma mudança. Essas pessoas nunca são punidas. Vocês criam grandes campanhas contra o racismo, mas ninguém faz realmente algo”.

Arokodare e Mundle

Toluwalase Arokodare, atacante nigeriano do Wolverhampton, foi alvo de xingamentos nas redes sociais após perder um pênalti na derrota do lanterna da Premier League para o Crystal Palace, por 1 a 0.

Em nota, o próprio clube divulgou capturas de tela das ofensas que Arokodare recebeu, que incluem xingamentos como “macaco”.

No mesmo dia, o Sunderland foi derrotado, em casa, pelo Fulham, e Romaine Mundle foi alvo de injúrias raciais. O atacante de 22 anos perdeu uma chance clara durante a partida — ao término do confronto, saiu de campo chorando.

O inglês compartilhou mensagens recebidas, como, por exemplo, uma com os dizeres “macaco estúpido”. Depois, ele apagou o perfil nas redes sociais.

Premier League promete rigor

O perfil oficial do Campeonato Inglês se manifestou publicamente sobre cada caso, prometendo o devido rigor nas situações. Segundo a Premier League, torcedores identificados poderão ser banidos permanentemente dos estádios no Reino Unido e responder criminalmente pelos atos.

A entidade reiterou que mantém cooperação com unidades especializadas para investigar abusos online. Os próprios clubes também colaboram com as investigações para encontrar os criminosos.

We join Sunderland in condemning the abhorrent online racist abuse targeted at Romaine Mundle.

There are serious consequences for anybody found guilty of discrimination and we will offer our full support with their investigations.

Football is for everyone – there is no room for… https://t.co/MD5AkLsXI6

— Premier League (@premierleague) February 22, 2026

Semana também teve acusação de Vini Jr. em jogo da Champions

O duelo entre Benfica e Real Madrid, disputado na terça (17), em Lisboa, pela Champions League, foi interrompido após o acionamento do “Protocolo Antirracismo”. A ação se deu após Vini marcar um golaço sobre as Águias, aos 5 minutos do segundo tempo, em partida válida pelos playoffs.

Após a comemoração, o camisa 7 do Real se dirigiu em direção ao árbitro e relatou algo dito por Prestianni, do Benfica. Com isso, o árbitro acionou o protocolo e paralisou o jogo.

O clima em campo esquentou, e jogadores de ambas as equipes passaram a discutir. Vini Jr. chegou a ser contido pelo treinador José Mourinho, do time português, durante o bate-boca. A partida foi reiniciada após oito minutos, e o Real Madrid venceu o Benfica por 1 a 0.

O caso ainda está em investigação.

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FONTE/CRÉDITOS: jaironascimento
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