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Terça-feira, 10 de Marco de 2026

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Lula aparece com marca na cabeça após tratar queratose; entenda a condição

Presidente foi submetido a um procedimento de cauterização para remoção de queratose na região do couro cabeludo

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Por Gazeta Rondoniense
Lula aparece com marca na cabeça após tratar queratose; entenda a condição
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Nos últimos dias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi submetido a um procedimento de cauterização para remoção de queratose na região do couro cabeludo. Nesta quarta-feira (11), uma marca na cabeça de Lula, durante uma cerimônia no Palácio do Planalto, chamou atenção.

A queratose é considerada uma alteração da camada mais superficial da pele (camada córnea), com hipertrofia e aspecto escamoso ou verrucoso. Há três tipos da condição: a queratose actínica, a seborreica e a folicular. 

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Segundo o Planalto, o procedimento, considerado simples, foi realizado em uma clínica em São Paulo, para remover o excesso de pele da região. De acordo com assessores, esse acúmulo de pele causava um incômodo no presidente, o que o levou a optar pela cauterização.

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Tipos de queratose

A actínica surge normalmente em áreas expostas ao sol como face, orelhas, couro cabeludo em calvos, colo, dorso das mãos e antebraços. Quando localizada nos lábios se denominam queilite actínica.

Indivíduos com pele mais clara, cabelos loiros ou avermelhados e olhos claros, como azuis ou verdes, tendem a ter maior propensão ao surgimento dessas lesões. Elas geralmente se manifestam como manchas avermelhadas ou levemente amarronzadas, apresentando uma textura áspera.

Já a seborreica se trata de uma alteração cutânea não maligna, normalmente de formato circular ou assimétrico, com tonalidade que varia do castanho ao marrom-escuro ou preto e superfície de aspecto verrucoso. Surge com maior frequência na face e no tronco, podendo aumentar de tamanho e tornar-se mais saliente. Em geral, está associada a fatores genéticos.

Por fim, a folicular manifesta-se por meio de pequenas máculas avermelhadas ou esbranquiçadas, observadas sobretudo nos braços, pernas, nádegas e bochechas, decorrentes do acúmulo de queratina nos folículos pilosos.

A pele adquire uma textura áspera e seca. Pode ocorrer em qualquer fototipo, embora seja mais frequente em indivíduos com dermatite atópica. Costuma atenuar-se com o passar dos anos, havendo indícios de predisposição genética.

Sintomas

A queratose pilar pode surgir em qualquer fase da vida, sendo mais frequente na infância. Entre as manifestações mais comuns, destacam-se:

  • Pequenas elevações indolores, geralmente localizadas na face externa dos braços, coxas, bochechas ou nádegas.
  • Pele seca e de textura áspera nas regiões afetadas.
  • Tendência de agravamento em períodos de clima mais seco ou com baixa umidade do ar.
  • Aspecto de “lixa” ao toque, semelhante à pele arrepiada.

Tratamento

  • Ceratose Actínica: Por se tratar de lesões pré-malignas, recomenda-se tratamento. A escolha terapêutica varia conforme o tamanho e a profundidade das lesões. Entre as opções, incluem-se: crioterapia com nitrogênio líquido; curetagem associada à eletrocoagulação; uso de cremes tópicos, como 5-fluorouracil (5-FU), que também atua em lesões subclínicas; imiquimode a 5%; mebutato de ingenol; e excisão cirúrgica com encaminhamento para exame anatomopatológico, especialmente quando houver suspeita de carcinoma espinocelular.
  • Ceratose Seborreica: Por serem lesões benignas, frequentemente não necessitam intervenção, exceto em casos de desconforto ou prurido. Quando indicado, o tratamento pode ser realizado por crioterapia, eletroterapia ou cauterização química, procedimento ao qual o presidente Lula foi submetido.
  • Ceratose Pilar: A abordagem baseia-se no uso de agentes ceratolíticos, como o ácido salicílico, associado à hidratação adequada da pele.

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FONTE/CRÉDITOS: Mariana Valbão
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