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Terça-feira, 10 de Marco de 2026

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Djokovic tenta barrar era “Sincaraz” e fazer história no Australian Open

Em busca do 25º Slam, sérvio volta a Melbourne sob ameaça da nova geração

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Por Gazeta Rondoniense
Djokovic tenta barrar era “Sincaraz” e fazer história no Australian Open
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Novak Djokovic retorna ao Melbourne Park com o objetivo de frear o avanço aparentemente inexorável da chamada era “Sincaraz” e conquistar um título do Australian Open que o colocaria, de forma isolada, como o maior vencedor de Grand Slams da história.

O sérvio alcançou seu 24º título de Grand Slam no US Open, no fim de 2023, mas desde então Jannik Sinner e Carlos Alcaraz passaram a dominar os principais torneios, com um estilo de jogo veloz e agressivo que tem atropelado os adversários.

Djokovic, que completará 39 anos em maio, não está imune ao desgaste físico provocado por duas décadas no circuito. Ainda assim, poucos ousam descartar um dos jogadores mentalmente mais fortes da história do tênis.

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Para deixar para trás Margaret Court, com quem divide o recorde de 24 títulos de simples em Grand Slams, justamente no quintal da australiana, o sérvio provavelmente terá de superar um ou ambos os integrantes da nova geração nas fases decisivas do torneio.

Na edição passada, o último remanescente do “Big Three” venceu Alcaraz nas quartas de final, mas abandonou a semifinal contra o alemão Alexander Zverev por causa de uma lesão no tendão da coxa.

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Em 2025, Djokovic chegou às semifinais dos quatro Grand Slams, sendo derrotado por Sinner em Paris e em Wimbledon, além de Alcaraz em Nova York.

“Perdi três de quatro Slams nas semifinais contra esses caras, então eles são simplesmente muito bons, jogando em um nível altíssimo”, disse após a derrota em Flushing Meadows. “O formato melhor de cinco sets torna muito, muito difícil enfrentá-los, especialmente nas fases finais de um Grand Slam”.

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“Excesso de cautela”

Djokovic desistiu do torneio preparatório de Adelaide, em janeiro, mas o diretor do Australian Open, Craig Tiley, tratou de afastar qualquer dúvida sobre a presença do sérvio, de 38 anos, em Melbourne.

“Ele estará aqui para jogar 100%”, afirmou Tiley no fim de semana. Por excesso de cautela, ele apenas quis garantir que estará totalmente pronto. Ele já venceu este torneio dez vezes. Quer buscar esse recorde, e este é o lugar onde ele tem a melhor chance de fazê-lo”.

Segundo Tiley, é pouco provável que esta seja a última participação de Djokovic no Australian Open, em sintonia com a ambição do próprio jogador de defender o título olímpico nos Jogos de Los Angeles, em 2028.

O corpo castigado do sérvio, no entanto, pode impor limites, e suas chances de ir longe no torneio dependerão, em grande parte, de manter-se saudável até a segunda semana em Melbourne Park.

Na última temporada, Djokovic conquistou títulos da ATP em Genebra e Atenas, chegando a 101 troféus na carreira. Nos torneios Masters de maior duração, seus melhores resultados foram o vice-campeonato em Miami e a semifinal em Xangai.

Esta será sua 21ª participação na chave principal do Australian Open, trajetória iniciada ainda como qualifier em 2005, quando foi derrotado de forma contundente pelo russo Marat Safin, que acabaria campeão.

A numerosa comunidade sérvia em Melbourne deve garantir amplo apoio ao jogador em um torneio onde, fora isso, ele costuma ser mais respeitado do que amado.

Ainda assim, não há dúvidas de que Djokovic figura entre os maiores campeões da história do Australian Open, sobretudo porque seus dez títulos foram conquistados na era do “Big Three”, quando Rafael Nadal e Roger Federer também viviam o auge.

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FONTE/CRÉDITOS: anasantos
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ALE RO
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