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Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2026

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Câmara do DF aguarda parecer da procuradoria sobre impeachment de Ibaneis

Em entrevista à CNN, presidente da Casa, deputado Wellington Luiz, se comprometeu a se manifestar em até 20 dias após receber o parecer da PGDF

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Por Gazeta Rondoniense
Câmara do DF aguarda parecer da procuradoria sobre impeachment de Ibaneis
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O presidente da CLDF (Câmara Legislativa do Distrito Federal), deputado Wellington Luiz (MDB), disse à CNN que aguarda o parecer da PGDF (Procuradoria-Geral do Distrito Federal) para se manifestar sobre os dois pedidos de impeachment protocolados pela oposição contra o governador do Distrito federal, Ibaneis Rocha (MDB).

Wellington Luiz explicou à CNN que os pedidos de impeachment são encaminhados de forma automática para a PGDF, que faz a análise preliminar para verificar o preenchimento dos requisitos de admissibilidade.

Segundo o deputado, não há um prazo máximo para a análise da procuradoria, mas prometeu celeridade. “A gente sabe da urgência. A procuradoria vai fazer sua parte de forma técnica e nós faremos a análise com caráter político necessário.”

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Protocolada a denúncia, o presidente da Câmara Legislativa tem até 20 dias para se manifestar. Se o prazo não for cumprido, o pedido é arquivado automaticamente. O parlamentar afirmou à CNN que vai cumprir o prazo, seja para levar o processo para a análise do plenário ou arquivar: “o silêncio não é uma resposta adequada”.

Wellington Luiz é aliado de Ibaneis e presidente do seu partido no Distrito Federal. O deputado reconhece que no quarto ano de mandato um processo de impeachment “tem mais sensibilidade política”, mas garante cuidado na análise.

Caso o presidente da Câmara Legislativa decida levar o processo para a análise no plenário da Casa, o prosseguimento do processo dependerá do voto de dois terços dos membros da CLDF. Ou seja, dos 24 deputados distritais, 16 precisam votar a favor do impeachment.

Uma vez que dois terços votem a favor, a Câmara Legislativa elege uma comissão especial, formada por sete membros. Se essa comissão formar maioria pelo impeachment, a Câmara envia o processo para o TJ (Tribunal de Justiça) — formado por 11 membros, sendo cinco desembargadores, o presidente do TJ e cinco deputados escolhidos pelo presidente da Câmara. Formada a maioria nessa última etapa, há o afastamento do governador.

Citação de Ibaneis no caso Master

Na sexta-feira (23), representantes do PSB, do Cidadania e do PSOL apresentaram dois pedidos de impeachment contra o governador do Distrito Federal por crimes de responsabilidade supostamente cometidos nas negociações entre o BRB (Banco de Brasília) e o Banco Master.

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, disse em depoimento à PF (Polícia Federal) no ano passado que se encontrou com Ibaneis Rocha para tratar da venda do Banco Master ao BRB. Os encontros teriam ocorrido entre 2024 e 2025 na casa do banqueiro e também na do governador, em Brasília.

À CNN, Ibaneis admitiu na sexta-feira (23) os encontros com Vorcaro, mas afirmou nunca discutiu a operação entre o BRB e o Banco Master.

“Estive com ele poucas vezes e nunca tratei sobre o banco. Toda operação de compra foi tratada diretamente com o Paulo Henrique”, disse o governador à CNN.

O pedido dos partidos PSB e Cidadania afirma que a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB não tinha como objetivo fortalecer a instituição adquirida, mas sim ocultar um suposto passivo relevante do Master dentro de uma estrutura pública.

Ainda segundo o pedido, a postura do governador, ao politizar a decisão técnica do Banco Central e atribuir a rejeição da operação a supostas interferências partidárias, ao invés de determinar apuração interna das irregularidades, configura omissão dolosa e conivência com os atos de gestão fraudulenta praticados pela alta direção do BRB.

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FONTE/CRÉDITOS: dudacambraia
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