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Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2026

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Análise: Cidades estão se preparando para calor extremo?

Capital paulista bateu recordes de temperatura em dezembro, atingindo 37,2° C. Segundo Pedro Côrtes, arborização e postos de hidratação são essenciais para combater ondas de calor nas cidades

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Análise: Cidades estão se preparando para calor extremo?
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São Paulo bateu recorde de calor em mais de 60 anos no último domingo (28), quando os termômetros registraram 37,2º C. O fenômeno preocupa especialistas que apontam a falta de preparo das grandes cidades brasileiras para enfrentar ondas de calor extremo, um problema que tende a se agravar com as mudanças climáticas. Análise é de Pedro Côrtes no CNN Novo Dia.

Segundo analista de Meio Ambiente da CNN, existem dois tipos de medidas para enfrentar o problema: preventivas e reativas. “As medidas preventivas, como arborização e aumento na quantidade de áreas verdes, são fundamentais porque a gente tem a sombra e tem também a manutenção da umidade”, explicou.

O especialista ressalta que áreas com maior concentração de concreto e asfalto funcionam como verdadeiros “desertos urbanos”. “Tanto o concreto quanto o asfalto absorvem muito rapidamente o calor e mantêm esse calor durante a noite. Esse calor não se dissipa”, alertou Côrtes. Ele defende a substituição de áreas asfaltadas por pavimentos mais permeáveis, que permitam maior circulação da umidade e, consequentemente, um equilíbrio maior da temperatura.

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Medidas emergenciais para proteger a população

Entre as ações reativas, o professor destacou iniciativas que já estão sendo implementadas em algumas cidades brasileiras. No Rio de Janeiro, por exemplo, há um protocolo que alerta centros de saúde sobre o possível aumento no atendimento de crianças e idosos, grupos mais vulneráveis ao calor extremo.

Postos de hidratação também têm sido instalados em cidades como Rio de Janeiro e Santos, no litoral paulista. “Mas as pessoas acabam esquecendo de se hidratar, de tomar água, num período como esse”, observou o especialista. Outra medida importante são os abrigos climatizados com temperaturas mais baixas, onde as pessoas podem se recuperar do calor extremo.

Pedro Côrtes fez um alerta importante sobre a intensidade do fenômeno atual: “Eu moro em São Paulo há muito tempo e nunca presenciei isso. Foram três dias seguidos de altas temperaturas, um dezembro extremamente quente, o que não é normal”. Segundo ele, nesta época do ano já deveriam estar ocorrendo períodos mais chuvosos, com temperatura um pouco mais amena, o que ainda não aconteceu, evidenciando a gravidade das alterações climáticas em curso.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
FONTE/CRÉDITOS: afonsobenites
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